Por Rodrigo Velludo de Figueiredo
A segurança alimentar vai além do acesso aos alimentos: ela depende da forma como os sistemas alimentares são estruturados, regulados e sustentados ao longo do tempo.
Historicamente, as políticas nutricionais concentraram-se na adequação nutricional e na promoção da saúde. No entanto, hoje, torna-se cada vez mais evidente que a sustentabilidade dos sistemas alimentares — ambiental, social e econômica — é um fator determinante para garantir alimentos seguros, acessíveis e adequados para toda a população, especialmente para pessoas com restrições alimentares.
Os sistemas alimentares impactam diretamente o uso de recursos naturais, a qualidade ambiental, a biodiversidade, as cadeias produtivas e o custo final dos alimentos. Quando essas dimensões não são equilibradas e incentivadas, surgem riscos concretos: redução da oferta, aumento de preços, limitação de escolhas e comprometimento da qualidade e da segurança dos alimentos.
Defender políticas públicas que fortaleçam a cadeia produtiva é papel estratégico na garantia de alimentos seguros, acessíveis e adequados, tornando o sistema alimentar mais resiliente e inclusivo.
Fonte:
Belarmino et al. (2024) — Análise de comentários públicos submetidos à FDA nos EUA mostra que cidadãos e organizações pressionaram por definições de “alimento saudável” que refletissem nutrição e sustentabilidade — importante forma de advocacy público na regulação de rotulagem.
